Após lançar versão 2.0 do aplicativo, AGF vai usar recursos de gamificação – e estuda a viabilidade de virar fintech

A AGF – sigla para Ações Garantem Futuro – acaba de colocar na praça a versão 2.0 do seu aplicativo de educação financeira, baseado na metodologia do famoso investidor em ações Luiz Barsi, o “Warren Buffet brasileiro”. O novo AGF+ traz, como novidade, uma interface mais amigável, construída com base nas melhores práticas de UX (experiência do usuário).

Os próximos passos são aplicar recursos de gamificação, um conceito de engajamento de base, na experiência do usuário na plataforma – o que deve ocorrer até setembro; e concluir o estudo de viabilidade para se transformar em uma fintech de investimentos – o que deve acontecer até o final deste ano. Atualmente, a plataforma ensina a investir, vende cursos online mas não transaciona. Corretagem seria uma fonte adicional interessante de receita.

As informações foram dadas pelos sócios Felipe Ruiz e Fábio Baroni em entrevista ao portal. Além deles, a AGF tem como sócia Louise Barsi, filha do investidor que inspirou o negócio.

Entrar no mundo gamer é uma evolução natural, uma vez que a plataforma já tem uma comunidade de investidores engajada, o Radar, informa Ruiz. “Hoje somos um mix de edutech com fintech e social media”.

A tese da AGF é completamente diferente da do Traders Club, por exemplo – que visa ganhos rápidos com oportunidades garimpadas, o que inclui uma pitada de sorte e muito apetite ao risco. A AGF defende que, com planejamento, é possível ganhar independência financeira, garantir uma aposentadoria e, eventualmente, ficar milionário – mas tudo a longo prazo, baseado em princípios fundamentalistas e escolha de ações que pagam dividendos regularmente.

No final do primeiro trimestre deste ano, havia mais de 4 milhões de investidores pessoas físicas na B3, dos quais 3 milhões investiam em ações. “Mas uma coisa é estar na Bolsa, outra é ser investidor de fato”, diz Ruiz.


Simplificar e democratizar

A ideia do app nasceu em 2019, com o objetivo de democratizar o método desenvolvido nos anos 1970 por Luiz Barsi – que hoje tem uma carteira de R$ 4 bilhões apenas em ações. “Não queremos vender sonhos, queremos educar”, diz Baroni. “O método é relativamente simples, mas requer paciência e resiliência”.

O projeto do aplicativo foi uma evolução da JBI (Jeito Barsi de Investir) que já formou mais de 10 mil investidores, a um preço aproximado de R$ 3,2 mil por 30 horas de aula e mentorias ao vivo. Em 2019, lançaram a AGF Prime, que vendia treinamentos digitais basicamente pelo Instagram. Em 2020, os sócios foram procurados por um ex aluno que havia desenvolvido uma tecnologia baseada em Inteligência Artificial para turbinar o método – compraram a tecnologia e o aluno virou sócio. Em 2021, lançaram a AGF+ e agora, a versão 2.0. Entre as ferramentas disponíveis, a plataforma oferece controle de carteira, planejamento de renda, mapa de dividendo inteligente e a comunidade para troca de experiências.


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